sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Beatas

Antes de esboçar qualquer comentário apenas pelo título deste post, quero esclarecer que o tema é ambíguo. Não vou tecer qualquer escrita sobre religião mas sim aquelas pontas amarelas que a malta piza quando se acabou o parte branca de um cigarro.

Pois bem, o governo quer, a Natureza nem sequer quer sonhar, mas a obra lá tem de nascer. Mas o que quero dizer com isto tudo??

É simples...à uns tempos atrás o nosso governo decidiu a proibição de fumar em certos e determinados sítios. E qual foi a grande alteração que se depara?? Tirando a óbvia que é fumar dentro de certos locais é a enchente de gente que se encontra à porta, nem que esteja um frio de rachar, e é também um tapete de beatas que se encontra no chão.

Se antes elas já embelezavam o pavimento das nossas ruas, agora nem as pedras das calçadas se vêem....É que eu mesmo não sendo fumador, estou a imaginar o gozo que dá estar na rua a fumar a zero graus, acabar o cigarro, prendê-lo entre o dedo polegar e o indicador e fazer o belo do lançamento da beata com o pensamento: "Olha...ali aquela zona tem poucas beatas!".

Saudações e divirtam-se ;)

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Manifestações

E pronto mais um fim-de-semana que terminou e cá estão novamente as minhas teorias. Entretanto várias coisas aconteceram desde o meu ultimo post, no entanto é sobre algo muito recente que me vou debruçar hoje.

Para os que não sabem, este sábado ocorreu uma mega manifestação de professores contra a Ministra da Educação. Não me vou prenunciar sobre se têm ou não razão, primeiro porque não sei ao pormenor em que consiste a avaliação e depois porque tenho dúvidas de como isto se processa. Será que para os que se portarem mal vai um recadinho na caderneta do professor direitinho ao encarregado de educação deste alertando-o para o facto de o filho de 45 anos não cortar os pêlos das orelhas, andar com as mãos borradas de giz ou ainda contar anedotas secas nas aulas? Não sei, parece-me estranho.

Outra das razões que me levam a não me colocar contra os professores é porque ainda passo por muitos na rua e alguns conhecem-me bem pelo que temo que um dia destes a dobrar uma esquina me cruze com um e este me ponha de castigo junto a um semáforo a repetir 20 vezes “ministra, isto não é trabalho, põe-te no cara…” bom, vocês perceberam. E já nem falo em me colocar contra a ministra porque farto de me meter em sarilhos já estou eu e amanhã arrisco-me a ter a ASAE a entrar-me pelo quarto dentro de metralhadora à procura da minha colecção de pornografia alemã tirada da net…

Mas vamos ao que interessa. Não sei o que vocês acham, mas esta manifestação parece-me má ideia… a começar pelo dia. Uma manifestação ao Sábado? Meus caros, onde é que vocês estão com a cabeça, já vos passou pela ideia que o governo no sábado estaria em muitos sítios que não Lisboa a prestar atenção ao que iam berrando… dizendo pelas ruas da capital? E ainda por cima nesse dia não trabalhavam pelo que, de facto, a única greve que fizeram nesse dia foi sexual para os que ainda têm devido ao escasso tempo que resta entre preencher papelada da avalização e o sudoku na casa de banho.

Eu vou ser sincero, a vossa manifestação fez-me lembrar as visitas de estudo a Lisboa da minha escola, senão vejamos:

Tudo metido em autocarros com as malas a tresandar a rissóis e bolinhos de bacalhau, vestidos (todos) com calças de ganga e uma t-shirt branca ou preta e a dizer asneiradas pelas ruas e a fazer coisas pouco dignas porque ninguém nos conhecia (com a agravante de vocês terem a comunicação social em peso, especificamente para ouvir a asneirada que saía de vocês).

E o exemplo, meus senhores… já pensaram no que os vossos alunos vão fazer nos próximos dias quando começarem as vossas aulas depois de terem visto o vosso bonito exemplo?

"Stôr, bandalho! Vai dar aulas pró caralh…”

Cuidadado, é preciso ter muito cuidado…

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Escrita (Des)Inteligente

Pois bem...como o povo é exigente e os leitores assíduos, após muitas queixas por falta de posts aqui fica um que tenta quebrar a falta de tempo para os escritores deste blog.

Passando ao interessante, quero vos hoje falar de um flagelo que se está a abater sobre a nossa sociedade. E não tem nada a ver com a eleição de Obama, um homem negro para a casa branca. O que vos quero falar é sobre essa "maltinha" que aí anda que está a desenvolver o seu novo dialecto. Já nem falo nos "k" que significa "que"....

Caso ainda não estejas a perceber onde quero chegar, aqui fica a minha dica. Suponhamos esta seguinte mensagem enviada por sms:

"Minha querida, hoje não vou chegar a horas de jantar!! Desculpa-me, beijinho".

Tudo normal. Mas para a "maltinha" esta mensagem não é perceptível. Deveria estar escrita do seguinte modo:

"Oh kiduxa...hoxe n vou xigar a horax d jantar!! Dexculpax, bjinhuxx".

Devem ter reparado numa "ligeira" mudança de escrita e fonética. Impertigado com esta nova maneira de excrever tentei questionar-me o porque de tantos "x", que passa de umas das letras menos usadas do alfabeto, para a mais usada. E a resposta que obtive foi: "É que para escrever um "x" no teclado dos telemóveis basta carregar duas vezes na tecla 9, enquanto que para escrever um "s" tem de ser 4 vezes na tecla 7." Coisa que compreendi mas achei absurdo em malta que passa dias a escrever mensagens...talvez por isso não possam perder tempo em carregar mais 2 vezes numa tecla para escrever correctamente.

Já perdi tempo, sinceramente, a descodificar estas mensagens. Ainda por cima os telemóveis têm a opção para escrever correctamente, mas não, eu sou mais "cool" e não uso disso. A qualquer momento podemos ter mais um acordo ortográfico.

Mas ainda se coloca nova questão. Tanto no papel como no computar, o trabalho que dá escrever um "x" é o mesmo que escrever um "s", como também dá tanto trabalho clicar na tecla "x" como na tecla "s". Apenas está uns centímetros mais acima do "x" e um pouco enviesado para o lado esquerdo. (Neste momento pus toda a gente a olhar para o teclado)...

Vamos lá tentar escrever em português...

Saudações e divirtam-se ;)

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Rotundas


Ora viva...Hoje vou teorar um pouco sobre esta grande peste que está a invadir o nosso país. Não chegava o treinador do Paços de Ferreira ser outro e continuar a usar o boné da JCA nas entrevistas, como também temos de gramar com praças circulares com apenas um sentido de trânsito em que apenas existe 2 saídas. A de onde entramos e a outra em que saímos.

Isto do trânsito está um caos...temos velhotes que insistem em conduzir em contra-mão nas auto-estradas, a moda do carjacking e agora ainda temos de gramar com ROTUNDAS!!!!

Já nem vou falar dos enfeites que algumas (não) têm! É terra e cimento e erva seca e está a andar. Mas em outras gastam fortunas a pôr estátuas, relvinha e até repuchos e se necessários as estradas que lhes dão acesso estão esburacadas.

Eu presumo que acha um concurso a nível nacional para determinar qual a autarquia que consegue introduzir mais rotundas no município. Ainda nem saímos de uma, e já estamos a ser informados que vamos apanhar outra. É uma epidemia que me aflige, senhores leitores...

O surreal, e que mencionei no cabeçalho do post, são as rotundas com apenas 2 saídas. E eu pergunto...Qual o objectivo?? Uma estrada a direito resolvia o mesmo problema. Quer dizer, têm mais saídas mas dão pra matagais ou para blocos de cimento a tapar a saída. E não me venham com tretas de que é pra futuras saídas porque não é...é para as operações STOP dos nossos amigos "agentes da autoridade".

Um revolucionar de ideias.

Saudações e divirtam-se ;)

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Os Caranguejos

Olá meus amigos…

E perguntam vocês: “mas quais amigos, não te conhecemos de lado nenhum e viemos aqui ter por engano…”

Está bem… – respondo eu – mas eu refiro-me às pessoas que lêem isto regularmente, ou seja, um amigo meu e dois ou três amigos dele que, com muito sacrifico cá vêm ler este bonito material literário em vez de pagarem uns copos. Vá lá pessoal, comecem a comentar isto, ou temos de começar a comentar-nos a nós mesmos, o que seria uma boa dose de narcisismo da nossa parte…

Mas vamos ao que interessa.

Desta vez venho-vos falar de um bonito e-mail que recebi de uma amiga minha e que decidi partilhar convosco. Julgo que ela não se importará, visto ter reencaminhado para dois terços da população portuguesa…

Ora este e-mail é sobre signos, com uma bonita descrição das pessoas que pertencem a cada um dos signos do zodíaco.

Confesso que à medida que ia lendo, os meus olhos iam brilhando intensamente ao mesmo tempo que me apetecia pegar num pauzinho, atar-lhe um lenço do ranho às riscas, enrolar as pontas e colocar lá uma sandes de marmelada com um suminho e um Danacol, colocar uns calções de escuteiro e ir até Lisboa pelos campos cobertos de flores e estrume bater à porta da tvi a perguntar se podia fazer de Deus numa telenovela.

O e-mail começa por dizer que eu, sendo do signo Caranguejo sou emocional, tímido (as miúdas gostam disso… pena não ter lido isto quando tinha 15 anos…), muito amoroso e gentil.

Segue-se a minha parte preferida, dizendo que sou bonito (aqui existe um lapso quanto a mim, pois devia dizer “extremamente” bonito e sensual), sócio para a vida, protector, inventivo e imaginativo.

Segue-se a parte mais humana. Segundo o e-mail, sou cauteloso (principalmente agora que tenho uma chave de fendas debaixo do banco do carro para o caso de alguém me quiser roubar o meu Golf de 1991) e diz ainda que sou sensível, necessito de ser amado pelos outros e que magoou-me facilmente (esta também confirmo, aconteceu-me no outro dia quando praticava btt e ia esmagando os testículos por causa de uma raiz de uma árvore). Para terminar diz que sou simpático.

Possa, já não me sentia tão bem desde o momento em que certo dia cheguei a casa em petiz com uma valente diarreia vindo da escola a implorar pela minha querida casa de banho e com umas cuecas prestes a ficarem arruinadas.

Sentia… até ver uma frase no final do e-mail, já depois de fechar a ligação à internet e que dizia o seguinte:

“ 16 anos de azar se você não remete.”

Ora, pelo sim pelo não, vou comprar umas cuecas novas…

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Acordar cedo

Ora viva meus caros. A semana passada tive de ir a uma consulta ao centro de saúde e deparei-me com uma realidade que à muito não via, apenas ouvia falar (porque felizmente sou uma pessoa saudável e ponho lá os pés poucas vezes...). Acontece que já me tinham avisado para ir cedo pois havia apenas 13 vagas e eu como individuo organizado que sou, lá pus o despertador a tocar às 6 para me levantar às 7.

Despertador esse que consiste em dois telemóveis estrategicamente colocados no quarto sendo que um ponho-o junto à cama e outro vai para o outro lado junto à porta. Isto para que no caso de ainda não ter acordado com o primeiro telemóvel ou simplesmente o tenha atirado para longe, me veja obrigado a arrastar-me pelo quarto enquanto o viro do avesso enquanto me dirijo para a origem de tão irritante chinfrineira... pelo caminho entretanto acordo com qualquer coisa a vazar-me um pé ou com umas meias fedorentas.

De regresso ao centro de saúde, quando lá cheguei encontrava-me num estado não muito diferente de um zombie directamente saído d “A noite dos mortos-vivos” de George A. Romero, ou seja, podre de sono e com um pouco de ramela a fazer-me comichão nas pestanas num dos olhos enquanto o outro se recusa a abrir totalmente, temendo ser violado pela luz do dia. A juntar a isso, não faltou o grunhido sob a forma de um bom dia que mais parece ter saído do nariz do que propriamente pela boca. Enfim.

Se estiveram atentos ao paragrafo anterior, repararam que eu cumprimentei alguém... pois é meus amigos, às 7 da manhã já lá estavam 30 pessoas, sendo que 9 delas eram para o mesmo médico de família que eu e apesar de eu não me encontrar doente, eu era claramente a pessoa com pior aspecto e mais doente ali, pois todos os outros falavam alarvamente de temas da sociedade daquela pacata vila (da vida dos seus visinhos, alguns deles também meus vizinhos, pelo que é possível que tenha perdido algum episodio em que eu participei...), todos eles com uma genica que por momentos me fez questionar se estava de facto à porte de um centro de saúde ou na praça da alegria...

Acabei por sair do centro de saúde só às 11 da manhã por causa de umas análises clínicas, perdendo assim 4 horas da minha vida, sendo algumas delas de sono.

Mas pelo menos soube que uma vizinha minha tem um processo em tribunal e segundo as palavras de uma senhora “tá com uma cara de má, ela é má pessoa...”

Para terminar, algo absolutamente fantástico: um dos médicos tinha uma lista de espera enorme e só estava a aceitar consultas a 6 meses, ou seja, se eu fosse paciente dele, marcava hoje mesmo uma consulta para daqui a 6 meses para poder fazer novamente análises por causa da Páscoa.

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Talões e bilhetes...

E cá estou eu novamente... a minha teoria de hoje tem origem numa praga que me está a assolar a carteira. Não, não é aquele enorme cartaz que todos temos com a nossa fotografia e dados pessoais a que um dia alguém teve a loucura própria de quem fuma qualquer coisa de ilegal, de lhe chamar Bilhete de Identidade e que nos obriga quase a comprar uma carteira de senhora para o transportar. Mas já que toquei neste assunto, vamos dissecar este nefasto documento.

Comecemos pelo nome, que, sejamos sinceros, é parvo. Em primeiro lugar aquilo não é um bilhete, é um cartão, um documento que atesta a nossa identidade e como tal, a nossa nacionalidade. Um bilhete meus amigos, dá acesso a alguma coisa, normalmente credencia o nosso acesso a um evento qualquer ou num transporte público.

Ora, a única entrada que o B.I nos pode proporcionar é num bar ou uma discoteca, confirmando o facto de sermos maiores de idade e a vantagem de podermos beber até cair para o lado e ficar com um comportamento e a responsabilidade não muito diferentes de um cidadão com menos de 10 anos, e mesmo assim temos de pagar, pois garante-nos a maioridade sim senhor, mas não é um freepass. Portanto, fica a questão... aquilo é um bilhete para quê?

Mas o que vos queria falar hoje é dos talões que coleccionamos na carteira sejam eles de multibanco, facturas ou simples compras que fazemos. Há uns dias tirei a carteira do casaco e constatei que não tinha uma carteira mas sim uma capa da Âmbar em formato miniatura com fascículos acerca da minha diminuta conta bancária, sendo que entre eles estava um bonito separador sob a forma de uma bonita nota de 5 euros que, diga-se, é um péssimo separador visto que é a mais pequena das notas.

Ora, à pouco tempo fui a uma padaria encomendar um bolo de aniversário e tive uma daquelas ideias que têm tanto de brilhantismo como de estupidez, talvez mais de estupidez...

Eis a minha ideia: não seria giro se em vez de o inútil e incomodativo papel branco, os talões fossem compostos por aquelas coberturas personalizáveis dos bolos? Um tipo a cada compra que fazia, chegava cá fora e na eventualidade de não precisar do talão, simplesmente comia-o. E depois tínhamos expressões simplesmente espectaculares. Por exemplo, em vez da mítica pergunta “deseja factura?”, passaríamos a ouvir: “deseja factura simples, com cobertura moca ou amêndoa amarga?”

Maravilhoso... enfim, vou-me embora porque tenho que ir ao ecoponto azul...